INTRODUO
A falta de entendimento das diferenas entre os seres humanos no decorrer da existncia das civilizaes fez com que os diferentes sempre fossem tratados de forma 
relativamente agressiva e confusa, por sua vez, usados rotulados, segregados, discriminados, excludos e em alguns casos exterminados. Outras vezes pela mesma falta 
desse entendimento  prpria pessoa diferente assume atitudes muito particulares como auto punio o isolamento e a agressividade. Portador de deficincia e de necessidades 
especiais  aquele que apresenta em carter temporrio ou permanente, significativas diferenas fsicas, sensoriais ou intelectuais, decorrente de fatores inatos 
ou adquiridos, que acarretam dificuldades em sua interao com o meio social, necessitando por isso, de recursos especializados para desenvolver seu potencial e 
superar ou minimizar suas dificuldades. A Educao Fsica tem muito a oferecer as pessoas portadoras de diversos tipos de deficincias, nas mais variadas formas 
de atividades. Seguramente  capaz de promover maior integrao social ao deficiente, estimulando seu interesse pelo esporte e pela prpria carreira profissional. 
No  exagero afirmar que, o deficiente foi e ainda continua sendo uma camada excluda perante a sociedade. Com a falta de estmulo , os prprios deficientes sentem-se 
excludos a comear pelas barreiras para sua locomoo e a falta de lugares adaptados para sua diverso, estudo, trabalho, a prpria locomoo e etc. Atualmente, 
pouco a pouco, est ocorrendo uma transformao, apontando um sentido de reconhecimento social do portador de deficincia.
2. Reviso da Literatura
Para Bechtold & Weiss (2005), portadores de deficincias ou necessidades especiais  aquele que apresenta um carter temporrio ou permanente, de significativas 
diferenas fsicas, sensoriais ou intelectuais, decorrentes de fatores inatos ou adquiridos, que acarretam em dificuldades em sua interao como meio social, necessitando, 
por isso, de recursos especializados para desenvolver seu potencial e superar ou minimizar suas dificuldades. Segundo Carneiro (1998), as deficincias classificam-se 
em:  Portadores de Deficincia Auditivos, Visuais (sensorial), Mental, Fsica, Mltipla;  Portadores de Condutas Tpicas (comportamentos tpicos de portadores 
de sndromes e quadros psicolgicos, neurolgicos ou psiquitricos com repercusso sobre o desenvolvimento e comprometimento no relacionamento social);  Crianas 
de Alto Risco (aqueles que tm o desenvolvimento fragilizado em decorrncia de fatores como: gestao inadequada, alimentao imprpria, nascimento prematuro, etc); 
 Portadores de Altas Habilidades (tambm chamados de superdotados, so aquelas crianas que exibem elevada potencialidade em aspectos como: capacidade intelectual 
geral; acadmica especfica; capacidade criativa e produtiva; alta performance em liderana; elevada capacidade psicomotora; talento especial para artes). Goffman 
(1982) refere que a discriminao e a excluso so estigmas, atributos profundamente depreciativos para muitas categorias de pessoas marcadas com algum sinal corporal 
que as diferencie daquelas tidas como 'normais.
Segundo Bechtold & Weiss (2005), muito se fala a respeito dos direitos e necessidades educacionais especiais.  necessrio refletir no que se refere a ral incluso 
de pessoas com necessidades educacionais especiais, como um todo, o que ainda esteja impedindo ou dificultando a presena ou permanncia destes sujeitos no meio 
social.  imprescindvel lembrar aos profissionais da educao e aos pais, para que percebam que as pessoas com necessidades especiais possuam os mesmos diretos 
constitucionais como qualquer outro cidado, inclusive lhe assegurar um ambiente sadio e adaptado  suas necessidades inclusivas. Para Stainback e Stainback (1999), 
"o ensino inclusivo  a prtica da incluso de todos  independentemente de seu talento, deficincia, origem scio-econmica ou origem cultural  em escolas e salas 
de aula provedoras, onde todas as necessidades dos alunos so satisfeitas". Stainback e Stainback (1999) ainda apresentam um levantamento dos ganhos que cada segmento 
da comunidade escolar tem com a incluso dos portadores de necessidades especiais na escola regular. Afirmam que todos os alunos se beneficiam do processo de incluso, 
pois desenvolvem atitudes positivas mutuamente, que so ganhos em habilidades acadmicas e sociais de preparao para a vida em comunidade. Os benefcios da incluso 
para os professores tambm so levantados por esses autores, ressaltando a necessidade e a possibilidade das habilidades destes profissionais, o que serve como um 
impulso ao desenvolvimento de uma atmosfera de coleguismo, colaborao e apoio entre os profissionais a fim de promoverem, com a participao de todos o aperfeioamento 
necessrio. Labronici (2000) refere que a participao em diferentes atividades, tem recebido ateno crescente, oferecendo aos portadores de deficincias fsicas 
a oportunidade de experimentar sensaes e movimentos que freqentemente so impossibilitados pelas barreiras fsicas, ambientais e sociais. Dentre estas atividades 
destaca-se o esporte, muitas vezes j indicado desde a fase inicial do processo de reabilitao. O esprito esportivo existente nesses portadores de limitao fsica 
 geralmente alto, tanto pela prpria vontade de vencer, quanto de mostrar-se capaz. Por esse motivo,  que alguns centros de reabilitao tem esse enfoque esportivo. 
Entretanto, o acesso a esses centros nem sempre  fcil, devido especialmente s comunidades econmicas e sociais desfavorveis, pelo preconceito e tambm pela formao 
mdica incompleta. Segundo Cruz & Barreto (2005), trabalhar com pessoas portadora de deficincia mental, pode parecer deprimente para alguns e despertar sentimentos 
de pena em outros. No entanto, quando se sonha com um mundo melhor para estas pessoas, o que permite o trabalho no so sentimentos de depresso ou pena, mas sim 
a certeza de que  possvel construir algo melhor e mais digno para ela. A pessoa portadora de deficincia mental, alm de ser estigmatizada pelas prprias caractersticas 
de sua deficincia, acaba sendo isolada no meio social em que vive por no ser considerada como um adulto produtivo em potencial. Aos olhos preconceituosos, esta 
pessoa nada ser quando crescer, portanto alm de ser considerada criana intil, acaba sendo pr-julgada como adulto intil, que no constituir para o aumento 
de produo em nosso quadro social. Ao mesmo tempo ela acaba de sendo bombardeada de atividades e compromissos que supostamente, da famlia uma certa esperana de 
que possa vir a ser til um dia. Sassaki (2005), afirma que quando as pessoas portadoras de deficincia, comeam a sair de casa ou da instituio para usufruir seu 
direito e lazer e recreao, descobriram que praticamente todos os lugares eram inacessveis: cinemas,teatros, museus, restaurantes, hotis e assim por diante. Stainback 
e Stainback (1999) diz que a incluso  uma atitude, uma convico. No  uma ao ou um conjunto delas.  um modo de vida, um modo de viver juntos fundado na convico 
que cada indivduo  estimado e pertence a um grupo. Incluso  uma conscincia da comunidade, uma aceitao das diferenas e uma co-responsabilizao para obviar 
s necessidades dos outros. Mazzota (1998), acredita que construir uma educao que abranja todos os segmentos da populao e cada um dos cidados implica uma ao 
baseada no princpio da no segregao, ou, em outras palavras, da incluso de todos, quaisquer que sejam suas limitaes e possibilidades individuais e sociais. 
Todavia, para a conquista da educao escolar que no exclua qualquer educando, particularmente os portadores de deficincia,  preciso que se entenda que a incluso 
e a integrao no se concretizam pela simples extino ou retirada de servios ou auxlios especiais de educao. Para alguns alunos tais recursos continuam a ser 
requeridos no prprio processo de incluso e integrao, enquanto para outros eles se tornam dispensveis. O ponto fundamental  a compreenso de que o sentido de 
integrao pressupe a ampliao da participao nas situaes comuns para indivduos e grupos que se encontravam segregados. Portanto,  para os alunos que esto 
em servios de educao especial ou outras situaes segregadas que prioritariamente se justifica a busca da integrao. Para os demais portadores de deficincia 
, deve-se pleitear a educao escolar baseada no princpio da no segregao ou da incluso.
3. INCLUSO E EXCLUSO DE DEFICIENTES NA SOCIEDADE
3.1 INCLUSO
Incluir, neste mbito, refere-se a uma proposta baseada no modelo social, que estimula e trabalha o portador de necessidade especial e a sociedade a conhecerem e 
juntos buscarem meios para conviverem e solucionarem suas necessidades individuais e coletivas. Como o foco esta direcionada no conviver social, onde se estimula 
a sociedade a modificar-se, para ser capaz de viver e compartir com todas as pessoas por mais diferentes que seja o seu meio ambiente, reconhecendo-as como integrantes 
e produto dessa sociedade em constante modificao, este trabalho vem a reforar e comprovar que a incluso  possvel. Em uma anlise retrospectiva em torno da 
pessoa com necessidades educacionais especiais, verifica-se que sua trajetria acompanha a evoluo histrica da conquista dos direitos humanos. Nas discusses a 
esse respeito e que duram sculos, os "deficientes" sempre foram percebidos como seres distintos e  margem dos grupos sociais. Mas,  medida que a dignidade do 
homem, seu direito  igualdade de oportunidades e participao na sociedade passaram a preocupar inmeros pensadores, a histria comeou a mudar. Hoje, buscam-se 
espaos organizados a partir dos movimentos governamentais e da sociedade civil para a incluso, assumindo cada vez importncia maior com a perspectiva de atender 
as crescentes exigncias de uma sociedade em processo de renovao, uma sociedade mais justa, solidria e acolhedora. Entrar para o mercado de trabalho  o sonho 
de todos. Porm, a pesquisa "Retratos da Deficincia no Brasil", parceria da Fundao Banco do Brasil com a Fundao Getlio Vargas, revelou que "num universo de 
26 milhes de trabalhadores formais ativos, 537 mil so pessoas com deficincia, representando apenas 2% do total". H 13 anos o Brasil adota uma poltica afirmativa 
- Lei 8.213/91 - que reserva entre 2% e 5% das vagas - em empresas com mais de 100 funcionrios - para pessoas com deficincia habilitadas e/ou acidentados de trabalho 
reabilitados beneficirios da Previdncia Social. No Brasil, de acordo com o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE) realizado em 2002, eles 
so 24,5 milhes de pessoas. Desse total, 8,3% possuem deficincia mental; 4,1%, deficincia fsica; 22,9%, deficincia motora; 48,1%, deficincia visual e, 16,7%, 
deficincia auditiva. Hoje existem 15,2 milhes de deficientes em idade de trabalhar no mercado formal do Pas. Porm, segundo dados da publicao "Trabalhando com 
a Diferena" do Espao da Cidadania, apenas 3,9% encontrariam trabalho se a legislao fosse cumprida plenamente. Na idade mdia, os deficientes fsicos e mentais 
eram freqentemente vistos como possudos pelo demnio e eram queimados como as bruxas. Em nossa sociedade "moderna e esclarecida", dois teros do mundo no possuem 
servios mdicos ou educacionais especiais para os deficientes, o outro um tero ainda rotula e segrega, fsica, educacional e emocionalmente, do resto da populao. 
Todas as pessoas tm graus de sade diferentes, o que  necessrio  o respeito a estas diferenas para uma maior integrao e sociabilizao da humanidade. A incluso 
no meio escolar tem causado entre pais, alunos e professores muitas dvidas de como lidar com a questo. Embora a escola trabalhe com pessoas portadoras de necessidades 
especiais e as crianas convivam normalmente no meio escolar, o professor tem dificuldade em preparar uma aula inclusiva. A educao  uma questo de direitos humanos 
e os indivduos com deficincias devem fazer parte das escolas. Mesmo assim, percebemos que muitas crianas ainda esto em sala de aula com atividades limitadas, 
principalmente pela dificuldade que o professor tem de planejar contedos e de comunicar-se com o aluno deficiente. O respeito das necessidades humanas deve ser 
aplicado a todas as pessoas.
3.2 EXCLUSO
Desde a Antigidade, a questo da excluso, discriminao e preconceito, se refletem na cultura de cada povo. A partir do momento que existirem estas trs questes, 
os indivduos passam a ter posturas diferenciadas, subestimando assim as potencialidades daqueles que esto em meio social. A histria revela as fases de excluso 
onde a sociedade a transformou em atendimento segregado para a integrao e, hoje, em incluso. Porm, essas fases no se processaram sempre ao mesmo tempo, e nem 
com todos. O Brasil tem 24,5 milhes de portadores de necessidades especiais e uma das melhores legislaes do mundo para atend-los. Apenas no papel. Na prtica, 
pouco se avana para dar condies de cidadania a essa parcela da populao. Se dependesse apenas da lei, o portador de deficincia fsica ou mental brasileiro seria 
um dos mais felizes do mundo. A legislao especfica sobre o assunto no pas  considerada uma das melhores. O assunto aparece na Constituio, j foi regulamentado 
por leis especficas federais, estaduais e municipais e conta com regras precisas da ABNT (Associao Brasileira de Normas Tcnicas) para cada situao. Fora do 
papel, no entanto, falta fiscalizao na implementao dessas regras, que acabam ignoradas pelo prprio Poder Pblico. Alm disso, o maior desafio  o da mudana 
cultural, e esta no se realiza por decreto. Alimentados por preconceito, falta de conscincia e convvio com a realidade dos chamados portadores de necessidades 
especiais, os fatores subjetivos acabam sendo o principal motor da excluso social dessa grande parcela da populao. Algumas entidades calculam que cerca de 70% 
dos deficientes so mantidos "fechados" pelas famlias. Por um lado, falta pacincia para lev-los a passear ou realizar outras atividades. Por outro, h dificuldades 
urbansticas imensas  como caladas esburacadas, falta de elevadores, de rampas e de acessos especiais para cadeiras de rodas, carncia de transporte adaptado , 
cuja soluo por enquanto s existe juridicamente. O respaldo legal voltado para o deficiente  bom, mas falta-lhe aplicabilidade e eficcia. At o momento, o melhor 
fruto dessas leis foi um despertar de conscincia e a abertura de uma perspectiva de incluso do deficiente como cidado. A legislao brasileira ainda requer adaptaes 
e que o pas esbarra na falta de recursos para pr muitas das medidas em prtica:  preciso priorizar as iniciativas que beneficiem o maior nmero de pessoas. E 
a questo da acessibilidade  crucial, pois ela exerce um preconceito silencioso, que se traduz pela excluso dos portadores de necessidades especiais da educao, 
do lazer, dos transportes etc. E a falta de convivncia social refora os tabus culturais enraizados na populao. De acordo com o Censo de 2000, o Brasil registra 
24,5 milhes de deficientes  cerca de 14,5% da populao. Do total, 26% apresentam deficincias fsicas e motoras e 48% no enxergam ou enxergam mal. Realizado pelas 
fundaes Getlio Vargas e Banco do Brasil, o estudo Diversidades  Retratos da Deficincia no Brasil constatou que  maior a concentrao relativa de deficientes 
nos municpios mais pobres (principalmente do Nordeste) e que quanto mais pobres so esses deficientes menor o seu acesso a tratamentos e prteses. Verificou-se 
tambm que as chamadas deficincias amplas atingem principalmente a populao mais velha  cerca de 50% das pessoas acima de 60 anos tm dificuldades para enxergar, 
ouvir ou se locomover. Esses ndices so superiores aos registrados nas dcadas de 70 e 80. Esse aumento puro e simples j reflete o descaso das autoridades e revela 
que o tema no  objeto de preocupao central das polticas pblicas. Acidentes de trnsito e subnutrio continuam a ser grandes causadores de deficincias. Segundo 
a AACD (Associao de Assistncia  Criana Deficiente), os principais fatores de imobilidade dos pacientes atendidos nas suas unidades so parilisia cerebral, leses 
medulares causadas principalmente por armas de fogo, amputaes e malformaes congnitas. A entidade lamenta tambm que a questo da acessibilidade siga sendo um 
entrave crucial s possibilidades de reabilitao das vtimas desses problemas. No faltam ali casos de mes que chegam carregando os filhos no colo, com o peso 
dos aparelhos e tudo, mas acabam desistindo e no retornando s consultas. Boa parte dos deficientes vive nas periferias.  um segregado social e econmico.  isso 
que precisamos combater e a assistncia a ele no pode vir em forma de caridade. Os deficientes no so coitadinhos. So cidados com necessidades especiais e cabe 
ao administrador pblico prover os recursos para que exeram sua cidadania. Um bom comeo  a administrao pblica fiscalizar o cumprimento da legislao urbanstica 
Acessibilidade, no entanto, ainda  um conceito vago e pouco difundido. As faculdades de arquitetura e urbanismo no tm disciplina especfica para ela, e a maioria 
dos arquitetos no compreende sutilezas como, por exemplo, a de que no basta o deficiente conseguir chegar ao interior de um barzinho para se sentir includo, ele 
precisa poder se aproximar do balco ou das mesas e se instalar  mesma altura dos demais freqentadores, assim como precisa de ter um banheiro adequado. O problema 
 to srio que a Secretaria Municipal de Habitao de So Paulo mantm uma Comisso Permanente de Acessibilidade que, entre outras coisas, produz publicaes para 
orientar construtoras e empresrios. Entre os ltimos, alis, j comeam a surgir boas idias no sentido de atender a essa fatia do mercado. H telefones com nmeros 
em Braille e luzes que acendem para alertar aos deficientes auditivos, embalagens escritas em Braille e uma grande rede paulista promete, para breve, a inaugurao 
de uma loja especialmente adaptada para deficientes visuais. No espao pblico, porm, as lacunas so imensas. H iniciativas como a da Prefeitura de Santos, que 
criou espaos acessveis a cadeiras de rodas em toda a orla martima e instalou pisos tteis para os deficientes visuais. J a capital paulista ainda est longe 
de resolver o problema, mesmo porque no adiantam medidas isoladas. Numa cidade como So Paulo, ter uma guia rebaixada na esquina de casa, mas no dispor de transporte 
em quantidade adequada,  sinnimo de no chegar a lugar nenhum. Para se ter idia do quanto falta, basta dizer que So Paulo precisaria de 50 mil guias rebaixadas 
dispe de apenas 9,3 mil e fez um convnio recente para instalar outras 5 mil rampas. Mas  no transporte que o estrangulamento se intensifica. Das 52 estaes de 
metr da cidade, 18 no contam com rampas nem elevadores especiais. No sistema ferrovirio, somente 16 das 92 estaes operadas pela CPTM (Companhia Paulista de 
Trens Metropolitanos) so totalmente acessveis. Pior ainda em relao aos nibus. Apenas 0,5% dos cerca de 3 mil veculos circulantes na Grande So Paulo dispem 
de adaptaes e, na capital, o nmero limita-se a 2% da frota. Equivale a 300 nibus, concentrados em 228 linhas, das quase mil que circulam nas ruas paulistanas. 
Para compensar, as viaes oferecem um servio de veculos adaptados chamado Atende, cuja capacidade est sendo ampliada de 1,1 mil atendimentos para 2,2 mil   
pouco considerando que, apesar da baixa divulgao, o Atende registra uma mdia de 3,9 mil pedidos dirios. Excluindo um portador de deficincia, estaremos desrespeitando 
a ns mesmos. Pois todos, algum dia, teremos uma deficincia ou limitao, seja na infncia, meia idade ou velhice.
4. CONCLUSO
Durante a pesquisa para elaborao deste estudo, percebe-se que foram criados diversos mecanismos governamentais, afim de tornar os portadores de deficincia parte 
integrante da sociedade dita "normal", quer seja atravs de leis, ou ainda associaes.  evidente que se faz necessrio  sociedade abrir espao para as pessoas 
Portadoras de Necessidades Educativas Especiais. Para isto,  preciso que haja uma mudana de viso em relao a estas pessoas. Mudana esta, que deve acontecer 
no interior de cada um, no sentido de ultrapassar preconceitos e bloqueios incutidos e camuflados na maioria de ns. Toda esta preocupao com os portadores de deficincia 
deu-se no incio dos anos 10 e 15, principalmente aps expressivos resultados alcanados por atletas especiais na paraolimpadas.  fcil a constatao do desrespeito 
no qual os deficientes se deparam no dia-a-dia: poucos nibus adaptados, caladas apropriadas com faixas guias ou depresso, falta de documentao em braile, e etc. 
Muito se fala em respeito, mas tratar deficientes de forma digna e antes de tudo v-lo como uma pessoa digna, parece ser uma deficincia da sociedade "normal". Como 
ponto relevante para esta transformao, e talvez o melhor,  a educao. Iniciando na prpria famlia, havendo ou no, pessoas portadoras de necessidades educativas 
especiais. Educao nas redes escolares, de forma a receber e estar preparada para receber esta clientela para atendimento ao aluno real, com todas as suas diferenas, 
e no ao aluno ideal, como acontece na maioria das instituies. Cada um de ns tem conscincia, embora esta seja muitas vezes errnea, pois existem pessoas que 
discriminam os deficientes, pelo fato de verem em meio  sociedade uma pessoa diferente. A conscincia das pessoas  algo limitado a reproduo de idias j formuladas. 
Muitas pessoas mesmo vivendo em sociedade no procuram ver as qualidades, as potencialidades destas pessoas que so consideradas diferentes. Vem apenas o aparente 
e no as essncias existentes nestes seres humanos. No mercado de trabalho, isto fica bem claro, a maioria das chefias contrata um funcionrio pela sua aparncia 
e no pela sua essncia. A educao fsica adaptada na escola,  a base para uma cidadania mais digna, pois  nesta poca que surge a formao de carter atravs 
de vivncias. Como a lei no prev mais escolas especiais paras portadores de necessidades especiais, alguns pais, principalmente de escolas particulares no admitem 
que seus filhos estudem junto com um "anormal". Este preconceito  encarnado na criana, provocando um grande sofrimento no deficiente, mas o que a sociedade ainda 
no percebeu  que, plantando este tipo de sentimentos em seus filhos, l na frente, quando estiverem na velhice, "caquticos", cegos, com dores, ou seja deficientes, 
seus filhos no tero pacincia, porque isto no foi lhes foi ensinado, e estes pais acabaro sozinho em asilos, hospital e casas de repouso.  evidente e convm 
que no retardemos mais os estudos e as pesquisas, visando o conhecimento definitivo das situaes de trabalho, onde as pessoas deficientes fsicas e sensoriais 
possam atingir um desempenho satisfatrio, do ponto de vista social e pessoal. Compreendemos que a pessoa deficiente possui aptides inatas e capacidades adquiridas, 
as quais esto apenas condicionadas a uma deficincia, ou seja, a falta de um determinado potencial fsico ou sensorial, mas que a sua base de personalidade reage 
e se manifesta como as outras pessoas situadas na chamada normalidade fsica e sensorial. Reconhecer e identificar estes bloqueios acarretados por uma deficincia, 
 o papel dos tcnicos e dos educadores, mas sempre treinando e primorando o potencial restante do deficiente, de tal modo que este possa chegar a sua realizao 
de vida. As pesquisas nesta rea, ainda so restritas. Poucas so as pessoas que escrevem algo sobre educao especial ou crianas portadoras de alguma deficincia. 
Ainda h muito que se pesquisar, muito a esclarecer, no s aos profissionais da rea, mas as pessoas de um modo geral. A busca do potencial nas Identidades individuais 
precisa percorrer um novo caminho, o paradigma da incluso. Professores, pais, terapeutas e familiares, e as demais pessoas da sociedade, precisam adotar os princpios 
do empoderamento, da deficincia da equiparao de oportunidades, da rejeio zero, da cooperao e colaborao, da diversidade humana e das diferenas individuais. 
Toda pessoa tem seu potencial, no importa o grau de suas dificuldades da sua condio. Temos de efetuar mudanas no sistema educacional, desenvolvimento social 
etc.  notvel que existem poucos profissionais de educao fsica especializados em trabalhar de maneira correta e criativa o trato do deficiente no esporte e na 
prpria reabilitao fsica.  necessrio amor e dignidade para tratar deste assunto. No texto foram citadas duas formas para chamarmos este pblico: deficientes 
ou portadores de necessidades especiais. A segunda nomenclatura, alm de mais adequada,  mais digna, pois deficientes todos ns somos ou seremos em uma etapa da 
vida. Pessoas portadoras de necessidades especiais apenas possuem uma rea inapta, que pode ser trabalhada e adaptada por todos os profissionais, familiares e amigos, 
tornando assim, esta necessidade fcil de ser tolerada.
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